terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Uma noite, uma festa, um estranho.
Não poderia ser humano o detentor de olhar tão penetrante e enigmático que me observava curiosamente. Sua aparência poderia ser considerada comum porém algo inexplicável o tornava a mais bela criatura. Volto a dizer, não pode ser humano! Nunca um reles mortal poderia me dominar só com sua presença.
O vento parece que acariciava seus lindos cabelos manchados pelo sol originalmente negros, agora ganham luminosidade com algumas mechas na cor de caramelo, compridos até os seus ombros. Parece que até mesmo o vento se apaixonou por ele, pois mesmo passando entre seus cabelos, nenhum fio saía do lugar. Não existia bagunça, mas sim uma enorme quantidade de cabelo que dançava em sua testa. Seu rosto com cortes retos também trazia delicadeza, lábios finos porém rosados e suculentos, seu nariz era reto, perfeitamente desenhado para seu rosto. Entretanto estava nos seus olhos a verdadeira beleza; um universo perdido em um tom de castanho avermelhado, e esses olhos me seguiam como algo novo para ele.
Seus movimentos perfeitamente uniformes o faziam parecer flutuar. Com uma das mãos subia pela bochecha em direção aos seus cabelos para que o vento não brincasse mais com eles. Mas era uma visão tão perfeita que não merecia ser interrompida, juro que nesse pequeno instante fiquei com pena do vento.
Ele ficava bem com qualquer tipo de roupas, entretanto o preto assentava melhor ao seu tom de pele. Uma gola alta tipo as que os nobres franceses usavam envolve seu pescoço, gola que pertencia a uma blusa fina na cor branca que descia até as suas mãos deixando só os dedos livres para movimentarem-se. Ele usava também um sobretudo negro que descia até seus joelhos; era um tecido pesado mas ele o dominava tão bem que pareciam plumas de um cisne negro; suas calças eram do mesmo tom do casaco só que em um tecido mais leve. Ele estava impecável... Ele era impecável.
Em um determinado momento seus olhos encontraram os meus, que observava deslumbrados pelo que via - parecia que eu acabara de entrar em uma espécie de anestesia - Eu deveria desviar o olhar, mas a cor de seus olhos selaram meus outros sentidos e principalmente minha educação. Não parei de olhá-lo até que um individuo se colocou entre nós. Essa jamanta era o dono da festa que estava me agradecendo pela presença. Depois de agradecer a atenção de uma maneira apressada e ao me ver livre daquele intruso meus olhos correram para onde repousavam antes de serem abruptamente trazidos à realidade fria e sem emoção, no entanto meu objeto de observação não estava mais lá. Corri aquele espaço com os meus olhos e não o via, por mais que tentasse não conseguiria encontrá-lo novamente naquele mar de pessoas dançando.
Naquele momento a festa acabara para mim, meu amado anônimo desaparecera sem deixar rastros e ninguém se lembrava de ter visto um homem com as características que eu dava. Um nó se formou em minha garganta e antes que lágrimas lavassem meu rosto me dirigi aos jardins da casa, apesar de também estarem com a decoração da festa e com uma iluminação diferente não era utilizada pelos convidados. Dirigi-me a uma mesa branca com um arranjo de tulipas vermelhas para me recompor e sonhar pela ultima vez com o meu amado. Fechei os olhos para ter uma visão mais fiel do que vira antes. Fiquei assim por alguns minutos, creio que foram cinco a dez minutos, nesse meio tempo senti um perfume atravessava o jardim. Mas não queria deixar as minhas recordações para dar lugar à curiosidade. Quando a minha miragem se apagara das minhas retinas resolvi abrir os olhos e para minha surpresa o meu fascínio estava me observando curiosamente com um sorriso delicado em seu rosto. Seus olhos estudavam detalhadamente o meu rosto e seu sorriso dizia que gostava do que estava vendo .
Assustada levantei-me em um único movimento, isso o fez dar uma gargalhada graciosa e aveludada. Ele movimentou seu braço esquerdo de uma forma divina que pedia para que me assentasse, anestesiada e fascinada obedeci prontamente. Eu estava visivelmente nervosa e envergonhada, minhas mãos tremiam sobre a mesa, não sabia como me comportar naquele momento e principalmente na presença dele. Mas ele me olhava com um olhar de criança que se diverte no parque, cada movimento meu desajeitado tirava um sorriso cada vez maior de seu rosto perfeito.
“Perdoe-me se te deixo nervosa.” disse com uma voz que estremecia o meu corpo “Mas não pude deixar de te observar aqui sozinha com os olhos fechados.”
“Lá dentro estava abafado, não gosto de lugares cheios.” tentei parecer mais calma.
Com sorriso mais largo que os anteriores ele pegou a minha mão e disse “Então somos dois com problemas com lugares lotados?” Notei que suas mãos pálidas eram quentes, mais quentes que eu esperava, parecia que sua pele estava febril. “Eu vim para fora para arejar e vi uma linda dama com os olhos fechados como se estivesse fazendo um pedido em segredo.” ele continuou ainda segurando minha mão '' Na verdade parei por curiosidade: ‘o que será que essa moça tanto quer? ’” outra vez o vento brinca com seus cabelos, como estávamos no jardim o vento se mostra mais agressivo do que outrora.
Meu desejo acabou de se realizar. Dizia no fundo do meu coração, mas parecia que ele entendia; seus olhos brilharam para mim me deixando ainda mais encabulada .
Com movimentos delicados pôs-se em pé na minha frente “Gostaria de dar um passeio comigo?”
Tentanva ter controle sobre a situação, controlei a corrente elétrica que passava em minha espinha, respirei fundo duas vezes e disse entre um sorriso tímido “Meu pai sempre me ensinou a não aceitar convites de estranhos ... desculpa-me.” a ultima palavra saiu de uma forma tão dolorosa que ele deve ter notado que na verdade era o que eu mais queria, estar com ele sem saber de mais nada.
“Seu pai tem razão, os estranhos não são confiáveis. Meu nome é Sam” ele se curvou e beijou minha mão, porém seus olhos estavam grudados aos meus. Nervosa eu disse “Eu me chamo Elisa. Prazer em conhecê-lo.” Quando terminei de dizer essas mesmas palavras um sorriso malicioso, na verdade um sorriso de criança sapeca, tomou conta de seu rosto.
“Bem...já que você disse isso...posso dizer que nos conhecemos. Então... você pode aceitar meu convite” sua mão caiu lentamente na minha frente.
Concordando com o pensamento de Sam eu me levantei e dirigi a minha mão tremula à dele “se é assim...então eu aceito” meu riso saiu tímido.
Ele se mostrou muito atencioso me encaminhava pelo jardim como intimo do local. Notei que quanto mais andávamos em direção as cercas vivas mais longe ficávamos da festa.
“Não se preocupe, voltaremos antes da festa acabar” disse Sam me oferecendo uma tulipa branca. Enquanto estava encantada com a flor sentia seus dedos quentes desenhando sobre a minha face fria. “Notei o quanto você me desejou naquela sala.” Sua voz estava mais próxima de meus ouvidos e me causavam vertigens.
“Como assim?” disse completamente envergonhada por ele ter notado as minhas intenções impuras.
“Não fique envergonhada, eu também te desejei da mesma forma ou até mais que você.” Disse Sam se aproximando do meu corpo que instintivamente se espremia nas paredes da cerca viva. E o corpo dele respondia se aproximando mais até está completamente encostado ao meu.
Sam era uma homem com cerca de 1,8m. Meu rosto batia no meio de seu peitoral que não era nem forte de mais e nem raquítico, era perfeitamente trabalhado e extremamente quente que exalava um cheiro doce com notas amadeiradas. Não conseguia indentificar o cheiro, mas sabia que era a coisa mais gostosa que sentiria na vida em se tratando de perfumes masculinos. Suas mãos corriam pelos meus braços e a cada toque, meu copo não me respondiam como antes. Os olhos de Sam observavam cuidadosamente meu rosto, como meu cabelo se com portava no vento, o quanto meus olhos estavam mergulhados nos dele.
“Escute. Não sou de ficar cercando mulheres em cercas vivas, mas você tem olhos que me dizem que não devo parar” suas mãos seguraram meu rosto. Senti mais uma vez aquela corrente elétrica em minha espinha, porem três vezes mais potente que a primeira “Permita-me...” suas mãos limpavam os fios rebeldes que caiam em meu rosto. Sua voz estava dentro da minha cabeça e me derretia por entro “Permita-me fazer você se sentir como nunca mais vai se sentir em sua vida de boneca de porcelana” meus olhos automaticamente se fecharam e senti que Sam desenhava em rosto com uma das mãos, senti seu nariz deslizando pelo meu rosto e correr até o meu ouvido direito onde ouvi “Não sinta medo...sinta somente a mim em você.” Sua boca era realmente suculenta extremante quente e inexplicavelmente viciante.
Enquanto me desmanchava em seus beijos, senti os braços de Sam em volta de mim, me acariciando como se estivesse me modelando conhecendo cada curva minha, cada defeito meu. Nesse momento deixei minhas mãos livres de pudores, porém a primeira coisa que senti foi o quão macios e sedosos eram os cabelos longos do meu misterioso amor. Eu achava que ele estava atrás de uma diversão rápida, porém seus beijos doces e delicados me diziam que seria especial cada toque, cada gesto.
Quando ele sentiu as minhas mãos em seus cabelos, automaticamente seu corpo reagiu com mais vontade de sentir prazer e com mais força ele me prensava na cerca. O calor que emanava de seu corpo me fazia suar, porém ele estava impecável. De repente seus beijos pararam e quando abri meus olhos notem que ele secava meu suor e então ele retirou seu pesado casaco negro. Sua atitude amenizou o calor e sua blusa branca era de um tecido que parecia ser mais frio que o normal.
“Agora ficará mais agradável para você permanecer comigo” disse piscando para mim.
Sem hesita segurei seu rosto com minhas mãos, que eram extremamente pequenas quando estavam em seu rosto, e dei um beijo em sua perfeita boca. Senti suas mãos abrindo o zíper de meu vestido, o vento refrescava o intenso calor que sentia e delicadamente ele puxava a alça direita do vestido.
“Sua pele é sedosa e eu gosto disso.” disse Sam antes de beijar a pele exposta de meu ombro.
Realmente foi a mais intensa sensação que eu deveria sentir nessa vida. Mas como tudo tem um fim, ele selou esse momento com um beijo doce em minha testa e um presente.
“Abra essa pequena caixa quando chegares em casa e sempre que você olhar para as estrelas, exatamente para a constelação de escorpião, eu estarei contigo.”
Quando me dei conta ele já não estava lá, só seu sobretudo negro e seu calor em meu corpo que permaneceram. Peguei o casaco e coloquei sobre minhas costas, era tao grande aquele casaco que em mim parecia um vestido. Quando sai do jardim poucos ainda restavam na festa, então não precisava me preocupar em não ser vista naquele estado; eu estava completamente desconcertada, o zíper do meu vestido emperrou e eu estava exposta. Ainda bem que o casaco do Sam ficara comigo.
[...]
Depois desse acontecimento se passaram seis meses, pois naquele dia foi o ultimo em que se poderia ver a constelação de escorpião nos céus desse hemisfério. O presente que ele me dera era um lindo colar com um pingente em formato de pena de pavão dourada, eu a usava todos os dias na esperança de ver o Sam novamente.
Depois de tanto esperar em meu quarto vi pela janela a constelação surgindo no horizonte, rapidamente segurei com uma das mãos o pingente e desejei com toda força que Sam estivesse comigo. Senti o vento deslizando sobre o meu rosto, a sensação foi tão suave que me induziu a fechar meus olhos. De repente um perfume invadiu o meu quarto, o mesmo perfume que emanava dele naquela noite. Senti uma mão quente me acariciando suavemente e quando abri meus olhos lá estava o meu amado misterioso em pé na minha frente, seus cabelos estavam maiores e completamente negros, tão negros que seu reflexo chegavam ser azul.
Com aquele sorriso misterioso ele disse “Será que você sentiu a minha falta?”
Com os olhos marejados respondi sim com a cabeça. Com um grande salto dei um abraço forte e saudoso no meu amado Sam. E sorrindo ele disse em meu ouvido.
“Pronta para a melhor noite de sua vida?”
[...]
Ano novo
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Temporariamente...
Um desses projetos é a Coluna Jovem Eleitor do jornal A Gazeta. Faço parte de um grupo de jovens que falam de política para outros jovens ou qualquer um que queira ler a matéria (quanto mais gente lendo melhor^^). Saí duas vezes no jornal e não foi na parte policial (deixar bem claro isso ¬¬).
Gabriel Tebaldi (Texto), Laíssa Gamaro (Charges), Leonardo Almenara(charges) e Janna Gomes (charges).Nós somos a Coluna Jovem Eleitor (A Gazeta- 20/08/2010)
Vou mostrar a minha parte desse projeto, espero que gostem e acompanhem.
A minha charege é baseada na historia de jovem chamado Nero. Ele irá votar pela primeira vez, tem muitas dúvidas mas como todo jovem quer mesmo é zoar com os políticos.
E agora como ficou no jornal impresso acompanhado pelo texto do Gabriel (que escreve muito bem^^).

Viu?! é por isso que o Adrian anda sumido (nuss, até eu to com saudades dele!! ÔÔ). Mas ele deve está aprontando as dele por ai com alguém.
Até a próxima com o Adrian de Lótus... assim espero.
domingo, 15 de agosto de 2010
Mais Informações
Bem, nessa apêndice eu achei interessante descrever mais sobre os costumes dos Ghenins. Pois ainda estou fazendo um levantamentos das historias que prometi. Essas histórias são proibidas aqui no meu universo, para que os jovens Ghenins não se aproximem de vocês. Mas eu sei que isso não funciona, pois atiça qualquer mente a descobrir os podres escondidos nas cortes dos três Clãs.
E dessa vez escolhi falar sobre a Sala dos Cristais Suspensos.
Cada Clã de Ghenins detém uma casa, na verdade é uma mini cidade como a cidade proibida de vocês, onde todo clã se reúne em tempos de festa e tristeza. Mesmo tendo a mesma estrutura cada Casa tem a suas particularidades. Nesse momento falarei sobre a Casa dos Akalas os Senhores de todos os Ghenins.
Na Casa dos Akalas existe uma sala onde só os herdeiros do trono podem transitar. Nessa sala estão guardados relíquias dos antigos imperadores. Essa sala fica na ala norte e mais elevada do palácio central, onde são realizadas as cerimônias dos Akalas. Esse local foi construído para que a luz do sol entrasse na sala por minúsculas frestas, essas frestas direcionam a luz a três grandes cristais que pontecializam a luz solar e iluminam a sala. Em cada estação a luz adentra por uma passagem diferente deixando o local o mais belo dentro dos domínios dos Akalas. Esse local é conhecido como A Sala dos Cristais Suspensos. Nessa sala os servos não devem entrar nem para fazer a limpeza, esse é o serviço dos herdeiros.
Cada Império tem sua pedra guia, que nada mais é que um pingente usado pelos governantes. A Pedra Guia é a marca de um governo, quando morre um Imperador sua pedra vai para a Sala dos Cristais. Nela ficam retidas todas as informações sobre governo de cada Imperador. Por isso que a posse da Pedra Guia não é hereditária.
Quando o herdeiro dos Akalas escolhe seu companheiro a cerimônia é realizada nessa sala, com a presença exclusiva dos noivos e dos sacerdotes (um de cada Clã). Depois disso nunca mais o cônjuge entrará nessa sala em vida (a cerimônia fúnebre é realizada na Sala dos Cristais).
Como vocês podem perceber essa sala é extremamente importate e secreta para maioria dos Genins. Mas essa sala guarda um segredo que poderia levar a harmonia entre os três Clãs ao colapso. Um segredo que vem de onde menos os Ghenins imaginam.
O que aconteceria se todos soubessem quem é a verdadeira Esmefers de Lótus ?
Adrian de Lótus
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Whegalis, Itákos e Akalas
Em nosso primeiro contato prometi que revelaria algumas histórias que envolvesse os Ghenins e os humanos. Pretendo fazer isso depois de lhes informar mais sobre o meu povo.
Os Ghenins são seres detentores de alguns caprichos místicos, podemos realizar desejos. Não existe um número específico de desejos; se o Ghenin for com a sua cara sonda os seus sonhos e lhe concede aquilo que você deseja naquele momento, caso contrário lhe ignora por completo.
O meu mundo é divido em três grandes clãs: Whegalis, Itákos e Akalas. Cada grupo tem sua própria filosofia. Nosso povo governa a galáxia paralela a de vocês.
Os Whegalis são os ghenins ligados a arte, políticos por natureza, vêem vocês simplesmente como material de estudo (ou simplesmente como uma ameaça – uma praga). Não admitem que os Ghenins se relacionem com humanos. São altivos, se locomovem de forma leve e uniforme, alados - na sua maioria com asas prateadas – e são excelentes guerreiros. Posso dizer que não se deve compra briga com esse clã. Seu líder supremo é Eugnas Whegalis, de todos de longe é o mais inteligente e o mais belo ghenin representante desse clã. Outra característica dos Whegalis é que um clã descendente dos Itákos.
Os Itákos são os ghenins pacificadores do universo (para mim são um bando de "sem-sal"), são os mais antigos representantes dos Ghenins. Grande parte dos contatos entre humanos "especiais" e os ghenins foram mediados por eles. É um clã detentor da arte da cura, por isso a sua ligação com a ciência. Usam seus dons para fazer seus humanos felizes (mesmo tendo um carinho por vocês, eles detém alguns humanos de estimação). Foram eles que levantaram as informações sobre os humanos. Harvilas é seu líder - descende de um relacionamento entre um humano e uma ghenin - Daí vem à separação dos Whegalís, que não admitiam ser liderados por um híbrido.
Já o Clã Akalas é um grupo que na sua maioria não gosta dos humanos. O papel dos Akalas na sociedade Ghenínicas é do sagrado, pois são os imperadores dos Ghenins. Cada geração desse clã casa com um membro real dos outros clãs, sempre intercalando para não dar atrito entre os Itákos e os Whegalis. Sua líder, por enquanto, é Esmefers de Lótus (dona da mais bela presença e afinada voz, uma grande líder de seu povo).
[...]
Esse trecho já é suficiente para vocês entenderem os Ghenins, por enquanto. Quando vocês e eu, por que não, estivermos preparados passaremos para um próximo nível. Um nível mais intimo e intrigante da relação ghenin e homem.
Espero vocês no próximo contato.
Adrian de Lótus
