segunda-feira, 17 de maio de 2010

Frenesi

O silêncio do universo em plena expansão e o caos humanístico tudo isso ao mesmo tempo, toda vez que ela está diante de mim. Com olhos grandes e negros, onde juro que segredos do universo se escondem, como um buraco negro que drena a minha existência até o ponto de ficar sem consciência perante as mais belas pérolas negras.

Sua pele com um tom de cobre envelhecido parece uma escultura, ao mesmo tempo que é firme e aveludada é macia e extremamente fria. Seus lábios perfeitamente carnudos são convidativos aos meus, posso disser que são suculentos aos meus olhos, mesmo sem nunca te-los tocados já imagino o gosto doce que nasce deles. A voz que sua boca produz me estremece o corpo e prende a alma, ganha-me na serenidade.


Serenos também são seus movimentos que invadem de várias maneiras e por vários dias o meu sono. Suas mãos pequenas e delicadas são lisas como o mármore com que os antigos artistas faziam suas grandes obras. Um corpo perfeitamente belo e harmonioso, aparentemente frágil, fragilidade que ela usa de maneira sabia sobre mim.


Sou um mero brinquedo em suas mãos de criança sapeca e maliciosa. Mas devo concordar que sou um brinquedo pervertido, pois consigo encontrar prazer naquilo que ela faz comigo. E reconheço que estou viciado em suas brincadeiras já que é nesse momento que posso ser eu mesmo e dizer o que o meu corpo e alma querem lhe compartilhar.


Perante a sociedade sou eu que devo lhe passar conhecimento, já que estou recebendo e me formei para isso, entretanto abandonaria tudo para aprender como a ter para sempre em meus braços. Braços que sentem, a cada dia, que foram feitos exclusivamente para guardá-la em seu doce sono. Ela é minha boneca de porcelana francesa de rara beleza e de inocência provocante e sedutora.


Mesmo nutrindo, contra a minha vontade, esse sentimento; espero de maneira desesperada por mais um dia em que meus olhos pousarão em descanso nos seus. Arrasa-me como um minúsculo satélite que foi atingindo por um cometa.


Espero impaciente para sentir, um dia, o calor do seu corpo em meu tórax e sentir o cheiro de lavanda que exala dos seus cabelos longos e cor de cereja.

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